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11 de novembro de 2012

Enem

         Ah, enem, essa forma maravilhosa de desperdiçar um final de semana que poderíamos passar flopando na net, não é mesmo? Mas se enem fosse bom não começava com E exame, mas sim com D de, isso mesmo, Delicia crocante de chocolate, ai meu deus, como é bom ser vida loka.

         Falando em vida loka, cheguei atrasado pro enem. Mas só no segundo dia, que ja era parça da galera e tals. Infelizmente, eram amigos falsos, começaram sem mim, fiquei lastimoso, mas dai a fiscal legal me deu atendimento vip(Isso mesmo que vocês estão pensando, mandou eu ir pro lugar logo que tava atrapalhando a prova com piadinhas).

         Ganhei meu caderno rosa (Tem de se garantir para usar um caderno cor e rosa, minha mamãe disse), transcrevi a frase da Clarisse Lispector (Ou Seria do Caio Fernando de Abreu? Sempre confundo esses lindos) e fui responder o cartão de respostas. Muito mais vintage começar por ele, e tem de ter habilidade. Ir formando desenhos e tals.

         Desenhei um charizard e só não coloco foto aqui para não ser desclassificado, depois de tanto trabalho. Mas ficou lindo, todo em caneta vermelha! Combinava com o BLastoise, que desenhei no primeiro dia, se o pc que corrigir manjar de pokemon ganharei um 180, com certeza. Agora é esperar. E me dê sua força, Pegasus.

14 de outubro de 2012

Descobrindo o filhos da terra

                                 Descobrindo o filhos da terra

              "Pobre a vista", deve ter gritado alguns do cabos eleitorais de Fernando Haddad após o descobrimento do Jardim filhos da terra. Descobrimento, sim, me permito apelidar assim a primeira vez que este senhor vem na minha humilde residencia. Se Cabral possuía três navios, Haddad possui seu trio elétrico, e se o descobridor distribuía penas e espelhos, nosso ilustre candidato distribui cestas básicas  embaladas em promessas e em jinggles, ainda que não tão ofensivos quanto aquilo que Levi Fidelix chama, anos após ano, de campanha eleitoral.

               Mas ele estava la, fazendo campanha, em cima de seu trio elétrico, acompanhado do querido e amado Maluff, nosso "Homem novo", que possui em seu cabelo cinquenta tons de cinza. E eu fui vê-lo, é claro. Tentar descolar uma dentadura, quem sabe? Não que eu precise, mas sempre achei extremamente sexy dormir com a dentadura dentro de um copo com água, em cima do criado mudo. Coisas de Texugo, vocês meros humanos não entenderiam.

               Fui la, ver o Lagartão falar e falar, enquanto refletia o que leva a nós, paulistanos, eleger o ex ministro da educação, cujo um dos maiores eitos em sua gestão foi lançar o Enem como porta de entrada nas universidades federais e publicas através do SISU, o sistema impossivel de ser utilizado. Talvez a mesma coisa que nos fez eleger o Tiririca? Provavelmente é coisa de humanos, que um mero Texugo não é capaz de entender.

                O melhor é saber que a opção é o José Serra, que nem o nome do meu bairro deve saber. Talvez ele saiba metade, só sabe cumprir mandatos pela metade mesmo. Rir, chorar ou escrever a crônica mais fácil da minha vida? Acho que fico com a ultima opção, afinal, quando você finalmente entende a grande piada que é a politica, ser um Texugo é a unica coisa que faz sentido.