Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônica. Mostrar todas as postagens

6 de janeiro de 2013

Eu vi pernis...

Eu vi pernis... 

            É, eu sei que você leu "Eu vi pênis...", mas nesse caso, quem viu pênis foi você, e não eu, dessa forma, voltemos a falar das aves, que são o tema desta crônica. Quer dizer, não são aves. Lembro bem, como se eu nem estivesse lá, quarta-feira, noite, sexta-feira já anunciava sua chegada (putzputzputzputz), nossa querida Marina adentra a sala, desesperada e lança a bomba:

           - Pernis não são uma ave!

           Das duas uma. Ou você ficou abatido, feito eu, por saber que pernis não voam e não são parentes do pavão misterioso, ou você é um terrível metido a sabe tudo, e sem senso algum de lógica. Sim, digo isto pois seria extremamente natural que pernil fosse uma ave. Chester é ave, peru é ave, por que o pernil não, se são todas carnes de natal? Onde esta seu bacon agora?

           Mas não pense que essa sua postura nos abalará. eu e a Marina fundamos um clube, "Clube dos pernis" e fazemos panfletagens, a procura de novas pessoas para esclarecer a respeito deste estranho fato, com cartilhas explicando tópicos, como: "Por que pernis não voam?" "Se não são aves, o que são?" "Da onde vem?" "Para onde vão?' e também com a história, chocante, mas real, de como foi feita a descoberta:

           "Estava eu, linda, serelepe e inocentemente passando pela cozinha quando senti um maravilhoso sabor. Sem saber o que era, embora parecesse cheiro de ave, questionei minha mãe:

            - Mãe, você esta fazendo ave para o jantar?

            E foi então que ela respondeu:

            - Sim, pernil

            E foi assim que comecei a questionar tudo que era verdade no mundo..."

            E, se você também achava que pernis eram aves, junte-se a nós.

            Obs: O Cientista Sigma descobriu a existência de mais de 860 espécies de pernis, dentre eles os venenosos, mamíferos  repteis, de corte, e anfíbios  mas ainda não foi encontrada nenhuma ave, entretanto, ainda não deixamos de acreditar.

            Obs²: O Clube já conta com 4 membros, embora exista quem acredite que nossos reflexos não contam.

9 de dezembro de 2012

Assalto

Assalto

         - PERDEU, PERDEU, VAI PASSANDO

         - Calma, caramba. Precisa gritar? O loco, não é por que sou vitima que sou surdo, fala baixo...

          - Po cara, desculpa ai, sabe como é, precisa impor moral logo, se não...

         - Ta, ta, ta, não precisa ficar explicando. Que que tu quer, é celular?

         - Não, a gente não ta mais trabalhando com celular. Muitas vezes a pessoa bloqueia o aparelho, dai ferra com a gente, sabe?

         - Sei sei. ´

         - Tem dinheiro?

         - Tenho 200, 250.. 400 reais. Serve?

         - Passa 200. Faltam só 50 para cobrir a meta do mês, mais cem de hora extra, é, da duzentos

         - Po cara, da 150! Tu não foi na escola não?

         - Sabe como é, a vida ta difícil  tive de abandonar por que não podia perder esse emprego, mas legal, 150 então...

         - O ruim é que não vou ter trocado para você...

         - Faz assim, me da 200. Amanhã tu vem aqui e pega o troco, beleza?

         - Ta, né... Eu ia me suicidar, mas passo aqui para pegar o troco.

         - Até amanhã, brother.

         - Até amanhã, e vê se para de gritar!

         - Suave

2 de dezembro de 2012

Carvão

Carvão

          - Alguém tem um pedaço de carvão?

          Toda vez que o Texugo esquece a bolsa é a mesma coisa, sai pedindo carvão, gilete e outras coisas estranhas para o povo da sala. E a Flavia (Sim, ela mesma) logo se irrita, assim como os professores, e sai xingando:

          - Ai menino, você realmente não se toca que NINGUÉM trás carvão para escola?

          E o Texugo ignora - talvez por ser ninguém, vai saber - e continua pedindo os itens. Com o tempo, troca por itens mais normais, como lápis e apontador. Na verdade, o texugo não acha educado sair pedindo logo esse tipo de coisa. Gosta de começar divagar.

          Acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas começassem devagar. Primeiro o carvão, depois o lapis e só então a caneta. Mas ninguém trás carvão para a escola. Só ninguém mesmo para deixar seis pedaços de carvão na bolsa, na esperança de um dia alguém pedir.

28 de novembro de 2012

Texugo e o amanhecer da morte

Texugo e o amanhecer da morte  

            O coração palpitava. Era, até então, a missão mais perigosa que o nosso querido agente Texugo ja havia sido enviado. Mesmo "Texugo e o roubo dos anéis de saturno" e o embate com os mafagafos saturnianos não se compara a coragem necessária para enfrentar essas bestas ferozes que o Texugo enfrentará em alguns minutos.

             -   Estou pronto.

             As palavras foram gravadas, uma vez que poderiam ser as ultimas. Aliás, sempre são gravadas, e sempre podem ser as ultimas, se tratando de uma missão de um agente com licença para morder. Mas seus dentes não serão uma arma hoje, apenas suas pernas. Ele não deve causar danos, e será condecorado com o selo "Testosterona" se tudo correr bem.
           
            Ele embarca no seu meio de transporte até a área de combate. Hoje não usará seu Bimbonado turbo 3000, mas sim uma escada rolante dupla, que levará direto ao QG inimigo. Os gritos são assustadores, mas não para o Texugo, ele não pode tremer. Ele deve estar pronto para os cruéis ataques do inimigo. Chegou na plataforma.
           
            Ele estava disfarçado, recoberto de purpurina, de modo que não foi detectado pelas bestas e caminhou até o meio deles, para enfim cumprir sua missão. Contou até três e gritou o mais alto que pode:

            -     Edward é gay!

            Tentou escapar, mas foi em vão. As fãs o atacaram e só foi salvo por ter executado a missão pouco antes das salas abrirem para a pré-estréia. Foi resgatado rapidamente pelos médicos da corporação e hoje descansa no hospital, em recuperação. Mas tudo valeu a pena, afinal, não é para qualquer um carregar o selo "Testosterona" no peito.

25 de novembro de 2012

Castro e Castro

Castro e Castro

       Conheci a Dani numa tarde de inverno, tempo feio pra caramba, a cerveja só descia se fosse quente, a música tava horrível,  mas a Dani era... Bom, não era exatamente bonita, mas sei la, era mulher, eu tinha 14 anos e ela tava e dando condição.

      -    Eae princeso, quer uma cerveja?

      Foi inesperado, mas bom. Eu não chegaria nela, sei disso, e eu aceitei. Mais uma. e mais uma, e vocês sabem, quanto mais cerveja se bebe, mais ela parece gelada, a música fica melhor, e ela melhora as mulheres. Não existe mulher feia, nem homem sem graça, é a gente que bebeu de menos. Ela foi se abrindo (14 anos!) e descobri que o nome dela era Dani Castro. Zé Castro Graça, soltei:

      -    Se nos casássemos você seria Dani Castro e Castro

      Um adolescente, bêbado falando em casamento com uma mina que acabara de conhecer... todo mundo deu risada, menos nós dois. Em todo caso, um ano depois todos nos conheciam por srª e sr Castro e Castro e pixei, na parede do bar, em tinta preta, "Dani, eu te amo".

      Não que o dono do bar gostasse que pixassem suas paredes, mas não ia expulsar o cliente, muito menos gastar dinheiro com tinta para repintar, de forma que 2 anos depois ainda tava la a tal pixação.

       E foi nesse tempo que eu descobri que ela me traia com um tal de Texugo, e que o bar todo sabia. Eu não tinha mais moral lá, e nem em qualquer bar perto. Mas, antes de abandonar tudo pixei, em tinta branca, por cima do "Dani , eu te amo" um "Dani, eu te odeio"

_______________________________

Será que se eu disser que foi inspirado em fatos reais, alguém acredita?

11 de novembro de 2012

Enem

         Ah, enem, essa forma maravilhosa de desperdiçar um final de semana que poderíamos passar flopando na net, não é mesmo? Mas se enem fosse bom não começava com E exame, mas sim com D de, isso mesmo, Delicia crocante de chocolate, ai meu deus, como é bom ser vida loka.

         Falando em vida loka, cheguei atrasado pro enem. Mas só no segundo dia, que ja era parça da galera e tals. Infelizmente, eram amigos falsos, começaram sem mim, fiquei lastimoso, mas dai a fiscal legal me deu atendimento vip(Isso mesmo que vocês estão pensando, mandou eu ir pro lugar logo que tava atrapalhando a prova com piadinhas).

         Ganhei meu caderno rosa (Tem de se garantir para usar um caderno cor e rosa, minha mamãe disse), transcrevi a frase da Clarisse Lispector (Ou Seria do Caio Fernando de Abreu? Sempre confundo esses lindos) e fui responder o cartão de respostas. Muito mais vintage começar por ele, e tem de ter habilidade. Ir formando desenhos e tals.

         Desenhei um charizard e só não coloco foto aqui para não ser desclassificado, depois de tanto trabalho. Mas ficou lindo, todo em caneta vermelha! Combinava com o BLastoise, que desenhei no primeiro dia, se o pc que corrigir manjar de pokemon ganharei um 180, com certeza. Agora é esperar. E me dê sua força, Pegasus.

28 de outubro de 2012

Domingo Legal

                                                Domingo Legal

           Essa crônica é verídica  e manterei ela o mais verídica possível, mas se aparecerem gnomos, não me venha perguntar se isso era verdade. Tudo começa num belo dia no curso de italiano. Mentira, nem o dia era lindo e nem o curso era de italiano, mas que seja, o que importa é que tava tocando molejão ao fundo e tinha um aluno novo na classe. Aula normal, apagadores e bolinhas de papel voam pela sala, e toca a sineta do intervalo.
       
            E então o menino, que vestia camisetas, calças e usava uma bolsa vermelha, me lembrando terrivelmente um absorvente usado gigante, me perguntou:

           - Hey, o nome da sua mãe é Marcia?

           Meu sangue gelou, meu coração parou de bater e respondi:

           - Nem é, brother, por que?

          Broxante, eu sei. Mas o que eu poso fazer? Sempre desejei um reencontro daqueles entre dois amigos de infância  regados a maconha e puta (Mentirinha, juro), mas minha mãe não se chamava Márcia  Briguei com ela, mas são as ironias dos cartórios da vida. Quatro meses se passaram, descobri que o nome dele era Raphael - Não sou a namorada dele, porra! -, Continuava tocando molejão e conversando em outro intervalo descobrimos que estudamos na mesma escola no primário e então veio o Flash, não esse, mas o da Dory, em procurando Nemo e arrisquei:

         - Cebolinha?

          Ok, não é exatamente uma palavra secreta, mas funcionou:

          - Sim!

          - Caramba, véi. Nós eramos melhores amigos!

          E dai você se pergunta como eu esqueci meu antigo melhor amigo, mas poxa, eu passei mais de um ano chamando ele de cebolinha, tenho culpa? E caramba, antigamente ele não parecia um absorvente usado gigante.

           - Sua mãe não chamar Marcia?

           - O nome dela é Hélia, cara.

           - Mas o resto eu lembro direitinho. Ela era professora, tinha uma ferrari azul - Era um fusca, mas é tudo meio parecido - E era morena.

           - Bem por ai

           E a Sineta tocou, é claro, para acabar com a nossa alegria, mas poxa, havia reencontrado o Cebolinha! E ele parecia um absorvente usado gigante!


7 de outubro de 2012

Pizza Hut

         Ir a um restaurante que não da pikachus com luzinha nunca me pareceu uma boa ideia, mas após insistência, aceitei o convite do Rapha, e fomos ao pizza Hut.
         Logo na entrada nos deram um page. Ta, ele tinha luzinha, mas não parecia um pikachu, e eu teria de devolver. Um absurdo isso. Durante meia hora, tentei emular pokemon no page, mas foi em vão e finalmente pudemos entrar, e depois de um minuto fomos abordados para fazer o pedido.
         Infelizmente, ainda não desenvolvi super velocidade, de forma que mal havia aberto o cardápio e coube ao Rapha  pedir uma entrada e dois refrigerante. Diga-se de passagem, amei a gama de refrigerantes, tinha guaraná e pepsi.  DOIS refrigerantes, onde mais eu teria tantas opções?
         A entrada chegou em quinze minutos, e estava maravilhosa. Pena que o refrigerante só chegou quando já havíamos comido tudo, mas eu entendo, retirar o refrigerante da lata e colocar no copo deve dar um trabalhão...
         Com muita lábia, convenci uma garçonete a parar para anotar nosso pedido. Sério, tive de convencer mesmo, depois da terceira dizer "Espera que eu já volto". Elas nunca voltam, aposto que não ligam no dia seguinte! Pedimos a pizza, e demorou apenas 45 minutos para chegar. Considerando que demoraram 30 minutos com o refrigerante, achei rápido. Sério. Por que ninguém acredita em mim?
         A pizza estava boa... Ok, muito boa, mas eles são apelões, colocam bacon. Tudo fica bom com bacon... E convenhamos, por 60 reais tinha de estar boa mesmo. o Raphael comeu apenas meio pedaço... tem ideia de como isso me deixou triste? fui obrigado a comer os outros 7 pedaços e meio, quase chorando no prato... E então ele decidiu pedir um sunday. É claro que ele pediu um sunday.... E é claro que demoraram 25 minutos, colocar sorvete num copo é quase tão difícil quando colocar refrigerante.
         E então, o momento aguardado, chega o sunday. Sem colher. Sem colher. SEM COLHER. e toca mais meia hora para esperar a colher, enquanto cogito obrigar o Raphael a comer com a boca.
          Eu queria pedir a conta, mas a garçonete usou do seu treinamento ninja para evaporar após trazer a colher. Dançar can-can por sobre a mesa provou ser um método ineficaz de chamar a atenção, e dessa forma tramamos, eu, e o Rapha um plano simples de duas fases. Na primeira, eu pularia sobre a próxima atendente, na segunda, Rapha seguiria ela até que ela trouxesse a conta.
          E funcionou, senhores. Não esperei virem buscar a conta, indo entregar direto no caixa. O gerente teve a cara de pau de perguntar se era com ou sem serviço, mas desistiu de cobrar os 10% após ver minha cara de consternação.
          Uma dica? Se for ao Pizza Hut, leve uma arma de choque. Quem sabe assim você consiga alguma atenção das atendentes.

16 de setembro de 2012

Loucos de Dolly Citrus

Dolly Citrus 3l, sanduíches de patê de sardinha, Uno e Maratona dos filmes de Transformers, esses foram os ingredientes usados pelo professor Utônio não, não era uma sessão masoquista, mas sim uma festa nerd.
Sim, nós queríamos Coca-cola e Doritos, mas só tinha isso na geladeira, e uns pirulitos de morfina, mas meu advogado mandou não mencionar isso. E se ele achar ruim que me processe! Não, pera...

De qualquer forma, começamos a noite jogando uno, valendo sanduíches de sardinha. Quem perdesse era obrigado a comer todas as apostas. Sim, somos cruéis, por isso pense duas vezes antes de roubar nosso tekitos, ou hackeamos aquela coisa que você chama de blog!

Em todo caso, depois de acabarmos com todos os sanduíches e vomitarmos nossos pâncreas, decidimos abrir a Dolly Citrus. Já disse que somos nerds e não masoquista, não insista nesse sonho louco! Continuando, cadê que conseguimos abrir a garrafa? Mas pudera, aquela garrafa estava guardada a gerações! Tentamos de tudo: Mão, camiseta, canivete, navalha, até que o texugo, com seus dentes de aço, vulgo aparelho, conseguiu abrir. E por isso devemos sempre ter um amigo texugo.

O Dolly Citrus, para quem não sabe, fica melhor com o tempo, tipo vinho, só que ao contrario. Estava tão ruim que resolvemos colocar 30 gotas de dipirona, para melhorar o gosto, e mandamos para dentro. E então veio o ponto alto da noite, Transformers, o melhor filme ruim que já vi.

Sério, ver dois robôs serem surrados por um outro, no meio de um deserto inexistente, com e Megan Fox e um ator que ninguém se importa olhando... nem eu conseguiria algo tão sem sentidos. Neste instante, Michael Bay manda um grande chupa para o Douglas Adams

Pois é, Transformers é tão ruim, e tem tão pouco sentido quanto esta crônica, mas compensa por ter a Megan Fox e robôs gigantes. Infelizmente, nenhum dos dois topou participar da crônica... paciência. Sempre teremos sanduíches de patê de sardinha e Dolly citrus.

9 de setembro de 2012

Quase Rockeira

        -  Quanto tempo! - Ela me disse ao atravessar a rua correndo.

        Eu à abracei enquanto meu cérebro trabalhava, furiosamente, para descobrir quem era ela, sem sucesso algum.

        - E ai, lembra de mim? - Eu não fazia ideia do que dizer, e ela resolveu se apiedar de mim.

        - A Alice, lembra? Sua ex-namorada! - Eu só tive uma namorada chamada Alice e, decididamente, não era ela. Minha Alice costumava usar micro-roupas, jamais usava fones de ouvido ao contrario desta moça que se auto-intitulava Alice, mas trajava calças compridas, uma camiseta até o umbigo e usava fones de ouvido. Mas observando bem... não lembro mais do rosto dela, mas o tamanho do peito de da bunda batiam... Numa exclamação de espanto, soltei:

         - Você mudou!

         Ela ficou visivelmente feliz com aquilo, considerava um elogio, e começou a tagarelar, feito a Alice:

         - Mudei sim! Me tornei rockeira, olha! Curtiu minha camiseta do Olodum Slipknot? Agora meu guarda roupa só tem roupas pretas, e passei a usar fones!

         - Nossa Alice - Disse, ainda em choque - Nem sei o que dizer. Quer ir tomar uma Big Apple, para por o papo em dia?

         Ela riu de mim, e respondeu:

         - Pode ser cerveja?

         Apenas balancei a cabeça. Eu nem acreditava, ela havia mudado mesmo e finalmente poderíamos conversar sobre música de verdade, e não aqueles funks que ela curtia.

          - Mas diz ai Alice, o que você esta escutando atualmente?

          - Bom, na verdade eu continuo escutando as mesmas bandas, sabe? Apesar de ser rockeira...

          Aquilo me doeu na alma. Tomamos a cerveja, peguei o telefone dela e jurei ligar no dia seguinte. Nunca liguei. Ela era uma rockeira quase completa, só faltava escutar rock.

1 de setembro de 2012

A benção da ignorância

          Meu Tio Mario, já falecido e do qual guardo poucas lembranças, era alérgico a corantes e por isto, tinha inúmeras restrições alimentares, dentre elas  estava a de tomar apenas iogurte de coco ou então natural. O problema é que ele não gostava de iogurte natural, e nunca informou minha tia disto.
           Ela sempre trazia ambos os "sabores", para que ele pudesse ter uma variedade considerável... E ele jogava os naturais fora. Por quê? Bom, ele era português, e isso explica o problema. Mas um dia, é claro, minha tia descobriu o ocorrido. Ele jogou os iogurtes fora no mesmo dia que ela comprou, no lixo da cozinha... eu já disse que ele era português?
           Pois bem.. reclama daqui, reclama de lá, reclama mais um pouco, e depois da bronca toda, minha tia pergunta:

           - Mas Mario, por que você não gosta do iogurte natural?

           - Oh Cida, ele tem gosto de Leite Azedo.

           - Talvez por que seja feito com leite azedo?- Disse minha tia, entre risadas.

           Meu tio ficou tão bravo, que vocês nem imaginam e tomou uma decisão surpreendente:

          - Ora pois! Também não tomo mais iogurte! Como você me deixa andar por ai tomando leite azedo? Vá me preparar uma coalhada!

         E lá se foi minha tia, rindo mais ainda, para preparar a coalhada e , como já dizia meu avô: Quanto menos do passado de uma mulher e da cozinha de um restaurante você souber, melhor será a comida.

Não entendeu? clica aqui:

26 de agosto de 2012

Última hora

            Brasileiro tem, algumas, características que são inerentes a eles: odeiam argentinos, gostam de dizer que políticos são corruptos, se orgulham de também serem corruptos e... Deixam tudo para a ultima hora!
            Ah ,sim deixam tudo para a ultima hora, Inclusive eu estou escrevendo esta postagem ao meio dia de hoje... Pois é, sou brasileiro também, infelizmente...
             Em todo caso, o causo que aqui narro aconteceu durante a bienal do Livro. Eu já havia comprado meus livros no primeiro final de semana, mas decidi ir novamente...  Para que.
             Dizem as pesquisas que apenas 30% dos Brasileiros são alfabetizados, e eu garanto que estavam todos lá... Seis horas, fui sair acompanhado do meu amigo Lucas, e como somos pobri, entramos na fila para o transporte gratuito até o terminal tietê. Na nossa frente uma mulher super agradável, só que não.
             Enquanto conversavamos sobre as minhas aquisições, a doce senhora tagarelava sobre a péssima organização da bienal, e sobre como se arrependeu de ter ido. Aquilo me indignou bastante, mas graças a minha mãe sou um menino educado, que não me meto na conversa dos outros... pena que eu não possa dizer o mesmo da mãe dela.
              Papo vai, papo vem, eu e meu amigo Lucas nos lamentamos da enorme fila para o transporte, apesar de ter bastante ônibus - no outro sábado a fila simplesmente inexistia, e eles se acumulavam - as pessoas estavam em número maior, e acabei por soltar a seguinte frase:
           
               - ...O problema é que brasileiro deixa tudo para a última hora...
           
               Pois a senhora tomou as dores, e educadamente (Só que ao contrário) respondeu, sem olhar para mim:
           
                - O problema é que no outro final de semana era dia dos pais, e eu tinha de comprar o presente.
           
             A Bienal ja estava em seu oitavo dia, e eu poderia escrever uma tese de mestrado sobre os motivos da afirmação dela ser leviana, porém resolvi me calar. Obrigado novamente mãe, por me ensinar a não arranjar brigas de mão com velhinhas na bienal, te devo essa!
            Eu ia destilar todo meu veneno para o Lucas, após nos afastarmos dela dentro do ônibus, porque sou desses, porém a frase dele definiu tão bem o que eu queria dizer que resolvi me calar e inserir-la aqui:
         
            - E por que mesmo que ela deixou para comprar o presente de dia dos pais bem no domingo?

             Brasileiro, eita povo que me da orgulho (L)