31 de dezembro de 2012

Assalto, o retorno

Continuação de Assalto

Assalto, o retorno

- AÊ, PASSA TUDO, PASSA TUDO!

- Porra, já não combinamos que ia parar de gritar?

- Aê brother, tu é o carinha que eu devo cinquenta mangos, né?

- Em carne, osso e celular.

- Po, tu sumiu, e hoje o dia foi fraco. Se quiser a grana vai ter de ir la em casa buscar...

- Po, tu me da uma dessas? Já atrasei o suicídio uns dias por sua causa, e agora ainda vou chegar tarde em casa...

- Sinto muito cara, mas faz assim, vai la, eu te pago e tu ja se suicida la mesmo. A gente pode até carregar seu corpo prum aterro e tals...

- É, pode ser. Cê ta de carro?

- Que carro, ta maluco, quer que alguém me roube? Vamos a pé mesmo, é um tirinho de espingarda¹.

~ Duas horas depois ~

- Po cara, já andamos pra caramba, podíamos pelo menos parar e tomar alguma coisa?

- Pode ser... ali tem um bar, conheço a dona. É minha cliente

- Cliente?

- É. roubo ela aos sábados  Antigamente era domingo, mas como era o dia de maior faturamento ela pediu para eu mudar...

- Po, tu é organizado, hein?

- Precisa ser, né. Ô Tia, salta dois sucos, um para mim e outro pro meu parça.

- Mas hoje é quarta, nem dia de assalto é...

- Eu sei, fica tranquila. Na verdade vou pagar, queria até um dinheiro emprestado, se possível, dai devolvo no sábado... Quanto ta o suco?

- Para você, 10 reais. Vai querer quanto emprestado?

- Cinquenta, mais os do sucos. E, po Tia, ta me roubando? Isso ai é um saco de pó em 5 litros de água e quer me cobrar tudo isso?

- Cê me rouba todo sábado, e deve ter roubado seu parça também, e quer vir me falar de roubo?

- Ta, Tia, cê ta certa.

- Mas eae, cara, tu faz  que da vida para querer se suicidar?

- Ah, sou analista²...

- Tipo aqueles camaradas que ouvem o que outra pessoa diz e depois dão palpite?

- É, mais ou menos isso.

- Po, sempre quis ir num desse, tinha como me analisar?

- Ta, mas eu cobro 300 mangos. Para você faço por 200.

- Po, isso é um roubo...

- Pois é, só tem ladrão aqui. Para de reclamar e paga o homem...

- Ok. Deixa eu falar. Tudo começou quando eu fui assaltado pelo Patati e Patatá [...] e depois também fui obrigado a comer doce de leite ontem pela minha mulher. Odeio isso. O que acha, doutor?

- Acho que isso que te tornou ladrão, em especial a experiencia com o Texugo de aparelho te comprometeu demais. Acho também que me deve 200 reais.

- Tia, tem como me emprestar mais 200?

- Mas vou cobrar juros sábado...

- Ta, ta. E vou é para casa, antes que mais alguém resolva me roubar. Até sábado  tia. E se mudar de ideia quanto ao suicídio e quiser ser assaltado, só passar na minha área...

Glossário 

Tirinho de espingarda¹: Expressão comumente utilizada em minas gerais, eufemismo para grande distancia, sinônimo de longe pra caralho.

Analista: Do dicionario popular, "Camarada que houve o que outra pessoa diz e depois dá palpite", da Kelly Key "Pessoa relacionada com problema de ana, o analista."

26 de dezembro de 2012

A Garota Cinza

A Garota Cinza


           Lá estava ela. Toda trabalhada em escalas de cinza e preto. Sua camiseta outrora fora estampada com o nome de alguma banda de rock, mas o tempo levara a estampa e deixara a camisa apenas preta, tão envelhecida e desgastada que já se tornara quase cinza. As calças costumavam ser roxas, mas a fuligem do dia-a-dia e o desleixo da garota a deixaram mais preta que a blusa. E a mesma fuligem e o mesmo desleixo tornaram o rosto dela também cinza.
         
           Mas não a boca, e não seus olhos. Seus olhos eram feitos do azul claro mais belo que eu já havia visto, algo como a cor que as hortênsias têm perante a luz do luar e dos primeiros raios de sol. Seus olhos, vez ou outra postos em cima de mim, que contrastam tão bem com seus lábios azul meia noite, estes sim eu queria sobre mim...

           Ela jogava truco, com alguns fora da lei mais imundos que nós dois juntos, e aquela coisinha azul meia noite havia proferido mais palavrões na ultima rodada que eu em minha vida toda. Pedi uma ultima dose e anunciei:

           - Vou jogar.

           Não era um pedido, e não admitia recusa e o máximo que ela fez foi balançar os ombros cinza, e falar algo como:

           - Um ladrão a mais ou a menos não fará diferença.

          A risada dos homens foi gostosa, e a minha amarga, mas eram palavras tão vazias quanto meu copo e aquelas duas coisinhas azul hortênsia tinham um brilho mais ardido que o cigarro em sua boca. Puxei a cadeira e as cartas e lá se foi a noite, entre doses de bebida baratas, perdas e ganhos e, horas depois, estavam todos tão bêbados que já não distinguiam as cartas.

         Fomos embora daquele hospício que chamamos de lar. Sim, fomos, eu e aquelas coisinhas azuis. “Na minha casa ou na sua?” Perguntei, e a resposta foi muda. Despiu-se ali, a luz da lua, despiu-me, e possuiu-me. Sim, foi ela que me possuiu, num ato mudo. O ato de uma garota cinza que conhecia todos os palavrões, mas nenhuma palavra de amor.

23 de dezembro de 2012

Fim do mundo

Fim do mundo

              Dia 21 de dezembro, dia frio, previsão do apocalipse, arrebatamento ou como você preferir chamar, e eu que sou um rapaz muito disciplinado e cético, vou escrever para o meu blog. Ta, ta, nem eu acredito nessa. Eu tava mais era feliz, fim do mundo e tals, ótima desculpa para não postar e ir no shopping. Estava saindo, desviei de dois meteoros e então vi um anjo. Ta a parte dos meteoros era mentira, mas o anjo era verdade... Em parte.

             Olhei, desconfiado, e fui percebendo que aquelas asas pareciam meio fajutas, e eu nunca tinha visto anjos de chapéu de astronauta, nem aparelho. Pela descrição ficou obvio, era meu brother texugo.

             - Você me deu um susto! Ta fazendo o que aqui? Não sabe que vão implodir a coisa toda? Ta rolando um papo de uma via expressa e...

             - É justo por isso que vim aqui, cara! Esqueça essa baboseira de via expressa, que tipo de pessoa acredita nisso? A verdade é só uma: Os Maias vão explodir geral, para poder fazer uma festa em comemoração pela explosão, e advinha quem descolei três convites?

            - Festa, convites? Sério? Se ainda fosse o papo da via expressa, mas cara... E minha casa? meus amigos? Meu planeta, e mais importante de tudo, ainda não vi O Hobbit!

            - Relaxa, chama ele, to com um convite sobrando...

            - Po cara, é um filme!

            - Ah... depois alugamos então, ou compramos pirata nos aneis de saturno, sei la, mas não podemos perder essa festa, espero ela desde meus 13.247 anos!

            - Ta, bora para a festa então... vai durar quanto tempo?

            - Se você acreditar nos Incas, 2 anos, depois eles vão destruir a festa e dar sua própria festa...

           - 2 anos só?

           - Claro que não! Tu acredita nos incas? precisa parar de acreditar em qualquer besteira...

19 de dezembro de 2012

Morte e Esquecimento


Morte e Esquecimento

- Quer ir comigo num Sarau? – Cuspiu Vitor em cima dela. Eu certamente poderia usar “disse” ou “falou”, mas estes não fariam jus ao modo como as palavras foram expelidas de sua boca. Como se tivessem engasgadas desde o primeiro dia que se viram, a primeira aula, e três anos depois, na última aula, sozinhos no estacionamento, ele cuspiu.

- Para quem esperou três anos para falar, você fala rápido demais. - Ela sempre gostou de notas enigmáticas. E ele sempre adorou isso nela. Mas precisava de uma resposta, e sua garganta ainda estava dolorida da ultima cuspidela. – E isso é um sim, para essa sua cara de interrogação.

- É dia um. As nove. Eu não tenho seu endereço...

- E não precisa. Me dê o endereço e nos encontramos lá, às nove.

Ele achou que ela não iria. E uma hora de atraso não ajudou a mudar seu pensamento. Uma hora encarando a decoração do salão, cujo tema era morte. Ninguém excepcional se apresentaria naquela noite. Apenas alguns bons amigos. Por sobre os caixões, decorados com frases populares...

Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas uma aventura seguinte”

Uma pessoa só morre quando é esquecida”

Mãe se eu morrer de um repentino mal vende os meus bens, a bens dos meus credores...”

Ou não tão populares assim. Mas que se dane, ela chegou e era a mais bonita da festa.

Procuraram uma mesa, pediram uns petiscos e fingiram se importar com cada uma das frases ditas por sobre os caixões, mas só queriam ir embora. Ele nunca verbalizaria que só queria ir para a casa dela e tirar toda aquela produção. Sim, era o primeiro encontro, mas depois de três longos anos. Porém ela nunca teve problema com as palavras.

- Eu duvido você repetir a última frase que o gordo que eu não lembro o nome disse.

Ele acordou do transe. Os pensamentos dele já estavam na casa dela, e ela já estava deitada na cama. Por motivos óbvios, não conseguiria repetir as palavras.

- Já que não vai usar a boca para falar, por que não a utiliza para outra cosia, benzinho?

Ele bem que queria. E o faria ali mesmo. Ela percebeu e o cortou, por uma última vez.

- Não aqui. E não a base de suco de Romã.

- Eu tenho vinho em casa...

- Então me leva para lá. – Ela levanta. Ele levanta junto e se encaminham para a porta, enquanto ninguém percebe. Acho que poderiam transar ali sem ninguém perceber. Geralmente escritores medíocres gostam do que outros escritores medíocres escrevem. Ele sabe disso porque é um escritor medíocre. Mas a hipótese com suco de romã já foi descartada.

O problema de ir num Sarau fúnebre é que os organizadores se sentem na obrigação de fazer o evento bem tarde, em algum beco obscuro da cidade. Quando você sai junto com todos, tudo bem. Mas quando você sai sozinho antes, bom, geralmente você vê um bandido. E geralmente, ele te vê.

- Dinheiro, jóias, celular... – Sempre o mesmo discursinho. E eles não reagem. Você passa tudo o que tem para ele e ele? Atira. Seis vezes, até esvaziar o tambor. E ainda assim, eles não reagem.

E ela está morta no chão, sangrando. Enquanto ele está vivo. Nem sequer foi atingido, mas jamais conseguirá esquecer-se dela. Enquanto ele mesmo será em breve esquecido...

16 de dezembro de 2012

Sobre Ingressos e Galinhas

Sobre Ingressos e Galinhas

          Mais um dia, no inglês, naquela sala que mais parece uma lata de sardinha - mentira, na verdade a lata é bem mais espaçosa - com o ar condicionado quebrado e pingando água na cara de quem vai na lousa e, ta, parei a sessão diário de classe.

          Depois de um árduo debate sobre quem merecia ser o personagem com menos falas no diálogo, chegamos a conclusão de que a professora nos interrompeu e disse que seria ela. Pois é.

          Então lemos o diálogo de forma linda e diva, como se tivéssemos nascido na Inglaterra (Só que não) e a professora pergunta quais palavras nós não conhecemos. O mais legal disso é que alguém(Tipo eu) sempre responde antes da professora. É legal, mas quando perguntam o que é ticket pode ser algo embaçado.

          Vai que alguém confunde ticket com chiken e diz que ao invés de ingresso é galinha? Acabaríamos por comer papel empanado na escola. Ainda bem que ninguém fez isso...

14 de dezembro de 2012

12 de dezembro de 2012

Beija-flor


Beija-flor

          São Paulo, 03 de Novembro de 2012

          A vida é engraçada. Há um ano mal nos conhecíamos  e então, uma noite, você se pega pensando no quanto ela é doce, antes de dormir. Você passa a noite sonhando com ela, admirando-a, e acorda pensando no quanto ela é importante para você.

          E então você precisa dizer isso para ela, mas não faz ideia de como, afinal, todos os dias vocês se despedem com um "Eu te amo", e se repetir isso ela não entenderá o quanto. Não fará a minima ideia de que você chegou a conclusão de que não consegue mais se imaginar vivendo sem ela.

          E então, o que você faz? Você pega o seu diário  aquele que ganhou com sete anos de idade, usou dez dias consecutivos e depois passou a suar esporadicamente. Você escreve nas paginas, já muito amarelas, o tamanho da sua necessidade em dizer o quanto a ama.

          Ama sem estar apaixonado. Ou talvez esteja. Não sabe, não faz a menor ideia do que sente. É mais intenso do que qualquer amor que você já sentiu, e mais forte que qualquer amizade, mas não enlouquece  É só paz, é só te deixar bobo o dia todo.

          E, por ultimo, você pega a pagina do diário coloca no bico de um beija-flor, na esperança de que um dia suas palavras cheguem aos olhos de quem as merece. Mas ela já sabe, não é? Ela sempre sabe.

9 de dezembro de 2012

Assalto

Assalto

         - PERDEU, PERDEU, VAI PASSANDO

         - Calma, caramba. Precisa gritar? O loco, não é por que sou vitima que sou surdo, fala baixo...

          - Po cara, desculpa ai, sabe como é, precisa impor moral logo, se não...

         - Ta, ta, ta, não precisa ficar explicando. Que que tu quer, é celular?

         - Não, a gente não ta mais trabalhando com celular. Muitas vezes a pessoa bloqueia o aparelho, dai ferra com a gente, sabe?

         - Sei sei. ´

         - Tem dinheiro?

         - Tenho 200, 250.. 400 reais. Serve?

         - Passa 200. Faltam só 50 para cobrir a meta do mês, mais cem de hora extra, é, da duzentos

         - Po cara, da 150! Tu não foi na escola não?

         - Sabe como é, a vida ta difícil  tive de abandonar por que não podia perder esse emprego, mas legal, 150 então...

         - O ruim é que não vou ter trocado para você...

         - Faz assim, me da 200. Amanhã tu vem aqui e pega o troco, beleza?

         - Ta, né... Eu ia me suicidar, mas passo aqui para pegar o troco.

         - Até amanhã, brother.

         - Até amanhã, e vê se para de gritar!

         - Suave

5 de dezembro de 2012

Perfume e Espinhos

Vale do abandono, 30 de fevereiro de 2012

Amor, meu grande amor.

        Acordei esta manhã sentindo tua falta, minha rosa, assim como em todas as outras. Acordei em nossa cama, ainda com seu perfume em minhas narinas. Teu perfume, outrora tão doce, agora tão azedo, qual nosso amor.
        Ainda durmo sob os mesmos edredons e sobre os mesmos lençóis que costumávamos ficar acordados, ainda levanto com o despertador cansado de tocar e ainda como torradas no café da manhã, com a mesma geléia que costumava lambuzar teu rosto macio...
        Mas ainda que em minha vida reste um pouco de seu perfume sinto falta dos teus espinhos, dos teus defeitos pequeninos.  Do teu bafo matinal, com sabor de cachorro quente com pimenta e de tuas broncas por calar tuas broncas com minha boca tão sedenta...
        Sinto falta de teu amor por completo. De sentir teu perfume doce, quase enjoativo sem rastro do modo azedo como ficou em nossa casa e sinto falta de teus espinhos, arranhando minha pele de forma mansa, de minha pele sendo curada pelo teu perfume indecente...
        Mais que sinto falta, eu preciso de você. De teus doces espinhos. De teu nocivo perfume.  E é sobre minha abstinência de você que escrevo nessa carta por que, agora, é o que me resta. Minhas cartas são o que reavivam o que já não existe. Meus desejos me fazem, ainda que longe, me sentir perto de você e além das minhas cartas e meus desejos me restam apenas as migalhas de teu perfume.
         As migalhas de teu perfume que jamais poderão curar a dor que me causa por não mais me machucar...

Espero que eu possa me despedir
apenas com um até breve,
 teu Jardineiro. [/teal]</div>

2 de dezembro de 2012

Carvão

Carvão

          - Alguém tem um pedaço de carvão?

          Toda vez que o Texugo esquece a bolsa é a mesma coisa, sai pedindo carvão, gilete e outras coisas estranhas para o povo da sala. E a Flavia (Sim, ela mesma) logo se irrita, assim como os professores, e sai xingando:

          - Ai menino, você realmente não se toca que NINGUÉM trás carvão para escola?

          E o Texugo ignora - talvez por ser ninguém, vai saber - e continua pedindo os itens. Com o tempo, troca por itens mais normais, como lápis e apontador. Na verdade, o texugo não acha educado sair pedindo logo esse tipo de coisa. Gosta de começar divagar.

          Acha que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas começassem devagar. Primeiro o carvão, depois o lapis e só então a caneta. Mas ninguém trás carvão para a escola. Só ninguém mesmo para deixar seis pedaços de carvão na bolsa, na esperança de um dia alguém pedir.

28 de novembro de 2012

Forca


Forca

            Preparou o lanche de ambas, uma para a escola, outra pro trabalho. Manteiga para a mãe, presunto para a filha. Entregou para elas, não reagiram. Disse que as amava, reagiram menos. Não sabiam lidar com ele humano. Ele nunca fora humano, e sua desumanidade lhe garantia falsas promessas e uma falsa vida. Mas agora ele era humano. Mesmo que por poucas horas

           Elas se foram e ele se foi. Para o quarto, por enquanto. Pretendia que fosse rápido, mas não foi. Passou tanto tempo não sendo humano que esqueceu das fraquezas, da covardia. Encarou a corda por muito tempo até tomar coragem. Pensou que poderia ser tudo mais uma falsa promessa, mas ele sabia que não era, assim como sabia quando era.

          Pegou a corda. Não se lembrava de quando havia comprado, em sua mente ela sempre estivera ali, era como suas promessas, desde criança as fazia, desde criança tinha corda e motivo, ingredientes perfeitos para promessas vazias. Mas não agora. Havia cansado de falsas promessas, não tinha motivo para falsas promessas.

          Ele nem mesmo havia prometido que o faria, na noite anterior, como costumava fazer nas tentativas que eram frustadas por si mesmo. Ele sabia que não precisava prometer, que o faria. E faria do jeito mais limpo que podia pensar. Havia avisado as meninas que não se preocupassem, voltaria tarde. Tarde demais.
          
          E então, fiz o laço, coloquei no pescoço, passei por entre as ranhuras do teto e sub no banco. Mais um paço e eu deixaria a humanidade, sem nenhuma vez ter merecido um "eu te amo".

Texugo e o amanhecer da morte

Texugo e o amanhecer da morte  

            O coração palpitava. Era, até então, a missão mais perigosa que o nosso querido agente Texugo ja havia sido enviado. Mesmo "Texugo e o roubo dos anéis de saturno" e o embate com os mafagafos saturnianos não se compara a coragem necessária para enfrentar essas bestas ferozes que o Texugo enfrentará em alguns minutos.

             -   Estou pronto.

             As palavras foram gravadas, uma vez que poderiam ser as ultimas. Aliás, sempre são gravadas, e sempre podem ser as ultimas, se tratando de uma missão de um agente com licença para morder. Mas seus dentes não serão uma arma hoje, apenas suas pernas. Ele não deve causar danos, e será condecorado com o selo "Testosterona" se tudo correr bem.
           
            Ele embarca no seu meio de transporte até a área de combate. Hoje não usará seu Bimbonado turbo 3000, mas sim uma escada rolante dupla, que levará direto ao QG inimigo. Os gritos são assustadores, mas não para o Texugo, ele não pode tremer. Ele deve estar pronto para os cruéis ataques do inimigo. Chegou na plataforma.
           
            Ele estava disfarçado, recoberto de purpurina, de modo que não foi detectado pelas bestas e caminhou até o meio deles, para enfim cumprir sua missão. Contou até três e gritou o mais alto que pode:

            -     Edward é gay!

            Tentou escapar, mas foi em vão. As fãs o atacaram e só foi salvo por ter executado a missão pouco antes das salas abrirem para a pré-estréia. Foi resgatado rapidamente pelos médicos da corporação e hoje descansa no hospital, em recuperação. Mas tudo valeu a pena, afinal, não é para qualquer um carregar o selo "Testosterona" no peito.

27 de novembro de 2012

Pontos de Vírgulas


Retrato


Entregue aos devaneios, abandonado poeta 
Há muito permanece esta mente irrequieta 
Com a caneta na mão, perece o corpo inerte 
Sussurrando, assim diz o espírito: desperte. 

 A mente inquieta vagueia, anseia, procura 
 Mantém-se à margem do véu da loucura 
Da linha tão tênue percebe o fino convite 
Ávida, ainda espera para romper o limite 

 E a alma busca, deseja qualquer alimento 
Clama por um mínimo hálito de inspiração 
A insanidade só aumentou seu tormento 
Não lhe permite conceber uma só criação 

 E se o poeta não impede, o delírio perdura 
Se deixa levar, fascinado pela mórbida tortura 
Deseja descobrir o que este véu tanto omite - 
Mas por que, afinal, tem que haver um limite? 

 Diz o espírito: Queira! Permita ser diferente 
Sempre suplica ao poeta: livre-se da corrente! 
Desista deste ser em que agora converte-se 
Grita, brada, quase esbraveja : Liberte-se. 

         Post fora do dia, só pode significar nova parceria. E é com muita felicidade que anuncio que agora o Insensato Teclado é parceiro do Pontos de Vírgulas, esse excelente blog literário onde se pode encontrar de trechos a sonetos, de 4 diferentes autores, Mariana, David, Larissa (Autora deste) e Samuel. A qualquer hora, é sempre uma excelente opção de leitura.

 http://pontosdevirgulas.blogspot.com.br/

25 de novembro de 2012

Castro e Castro

Castro e Castro

       Conheci a Dani numa tarde de inverno, tempo feio pra caramba, a cerveja só descia se fosse quente, a música tava horrível,  mas a Dani era... Bom, não era exatamente bonita, mas sei la, era mulher, eu tinha 14 anos e ela tava e dando condição.

      -    Eae princeso, quer uma cerveja?

      Foi inesperado, mas bom. Eu não chegaria nela, sei disso, e eu aceitei. Mais uma. e mais uma, e vocês sabem, quanto mais cerveja se bebe, mais ela parece gelada, a música fica melhor, e ela melhora as mulheres. Não existe mulher feia, nem homem sem graça, é a gente que bebeu de menos. Ela foi se abrindo (14 anos!) e descobri que o nome dela era Dani Castro. Zé Castro Graça, soltei:

      -    Se nos casássemos você seria Dani Castro e Castro

      Um adolescente, bêbado falando em casamento com uma mina que acabara de conhecer... todo mundo deu risada, menos nós dois. Em todo caso, um ano depois todos nos conheciam por srª e sr Castro e Castro e pixei, na parede do bar, em tinta preta, "Dani, eu te amo".

      Não que o dono do bar gostasse que pixassem suas paredes, mas não ia expulsar o cliente, muito menos gastar dinheiro com tinta para repintar, de forma que 2 anos depois ainda tava la a tal pixação.

       E foi nesse tempo que eu descobri que ela me traia com um tal de Texugo, e que o bar todo sabia. Eu não tinha mais moral lá, e nem em qualquer bar perto. Mas, antes de abandonar tudo pixei, em tinta branca, por cima do "Dani , eu te amo" um "Dani, eu te odeio"

_______________________________

Será que se eu disser que foi inspirado em fatos reais, alguém acredita?

23 de novembro de 2012

Down em mim #2


Imagem extraida de "Um sonho de liberdade", adaptação do conto "Primavera eterna" do livro "quatro estações" do Stephen King, excelente e que eu recomendo.
Trecho do Barão Vermelho
Montagem por mim

21 de novembro de 2012

Saudade e Vontade


 Saudade e Vontade

Às vezes a saudade vaza dos olhos. Grosa ou fina, cedo ou tarde, sempre vaza. Saudades do Preto e do Amarelo. De cada um dos meus castelos imaginários, saudades dos meus tempos de estrela, de mamãe e do papai. Saudades dos mortos, e também de tudo em mim que já morreu.

Sinto saudades de minhas asas, de voar com elas por sobre a vida e sobre a morte, saudades de Oscar, Vera, Cecília, Lúcia e Quico, saudades do que vivi e do que vi viverem, saudades de Val vendendo pó na esquina, por que não? Saudades até mesmo do Príncipe branco.

E a saudade não se acaba, mas para de escorrer. Volta-se para dentro. Passa a ser saudade do Roxo e do Vermelho, das masmorras de meus próprios castelos, saudades da morte e das vidas que não vivi. De ser mãe, de ser avó e de ter uma família. Saudade do amor.

Saudades dos dragões, cuspidores de liberdade. Saudades de ser humana e de sentir. Saudades dos que ainda verei viver e de Val vendendo pó na eqüina, por que não? Saudades até mesmo do príncipe branco. Por que a diferença entre a saudade que vaza e a que fica é a mesma da saudade e da vontade.

É o tempo. Mas o tempo não existe. Nunca existiu. Nunca existirá. Assim como eu, e como você e como este conto. Só o que existe é a saudade que escorre e a que fica. Só saudade e vontade.

16 de novembro de 2012

Conto de Fadas #1


Foto extraída de One Tree Hill (Olha o que tenho de aguentar por vocês ._.)
Trecho do Barão Vermelho
Cartão por mim.

14 de novembro de 2012

Folha em branco

Folha em branco 

            A folha em branco, o copo de cerveja, a amante e a namorada parecem bem iguais depois da meia noite. Encaram-te da mesma forma, tão cheios desse vazio. Esperando-te agir, de qualquer forma. E você espera o mesmo deles.

             Que o copo te mande parar de beber, a folha se preencha sozinha. Que a amante desista do marido e a namorada de você. Que algum deles te encha. Qualquer um deles, ou todos eles. Mas só quem te obedece é o copo. Sempre ele, o melhor pior amigo do homem

              A namorada te enche de beijos. Eles costumavam ter sabor de cerveja, mas agora cheiram a culpa. Culpa por amar a amante. Ela sim tem beijos com gosto de cerveja, mas também cheiram a culpa por não confessar seu amor à ela, a folha também te culpa, com sua censura branca, por não ser capaz de preenche-la e esperar que algo vazio te encha.

              Mas o copo, ele sim é um bom amigo. Daqueles que te deixará puto amanhã, mas fará você fugir da sua vida. Dar um pulo em outra, com um pouco menos de culpa, menos amarga. Eu me encho com a cerveja ou o copo se ergue até a minha boca? Não sei. É tão mecânico quando não compartilhar minha vida com minha namorada ou minha amante. E a vida segue. No mesmo ritmo, na mesma rotina. Na mesma melancolia cômoda, de dias vazios e folhas em branco.

11 de novembro de 2012

Enem

         Ah, enem, essa forma maravilhosa de desperdiçar um final de semana que poderíamos passar flopando na net, não é mesmo? Mas se enem fosse bom não começava com E exame, mas sim com D de, isso mesmo, Delicia crocante de chocolate, ai meu deus, como é bom ser vida loka.

         Falando em vida loka, cheguei atrasado pro enem. Mas só no segundo dia, que ja era parça da galera e tals. Infelizmente, eram amigos falsos, começaram sem mim, fiquei lastimoso, mas dai a fiscal legal me deu atendimento vip(Isso mesmo que vocês estão pensando, mandou eu ir pro lugar logo que tava atrapalhando a prova com piadinhas).

         Ganhei meu caderno rosa (Tem de se garantir para usar um caderno cor e rosa, minha mamãe disse), transcrevi a frase da Clarisse Lispector (Ou Seria do Caio Fernando de Abreu? Sempre confundo esses lindos) e fui responder o cartão de respostas. Muito mais vintage começar por ele, e tem de ter habilidade. Ir formando desenhos e tals.

         Desenhei um charizard e só não coloco foto aqui para não ser desclassificado, depois de tanto trabalho. Mas ficou lindo, todo em caneta vermelha! Combinava com o BLastoise, que desenhei no primeiro dia, se o pc que corrigir manjar de pokemon ganharei um 180, com certeza. Agora é esperar. E me dê sua força, Pegasus.

9 de novembro de 2012

(Pó de) Estrela

(Pó de) Estrela


A pequena estrela, com suas perninhas e bracinhos, caminhava sobre seu arco-íris particular, construído com blocos de pureza e sonhos, desses que só estrelas são capazes e produzir.

Caminhava tropeçando, mas também se reerguendo, dois costumes tão normais às caminhadas de estrelas e tão estranhos aos planetas que elas orbitam (Ou seriam os planetas que as orbitavam?). Construía seu caminho com seus tijolos, se certificando de guardar os melhores para construir sua própria casa, transformando, durante o processo, seu futuro em passado, e seu passado em pó de estrela.

O arco-íris levaria direto ao reino dos sonhos, onde seria feliz para sempre. E como ela sabia que chegaria lá? Sabia por que ela era uma estrela, e assim como planetas são feitos de passado, estrelas são feitas de futuro. E seu futuro estava no reino dos sonhos, onde seria feliz para sempre.

Mas o Espírito do natal passado sabe mais sobre o futuro que seu próprio espírito, como planetas conhecem melhor o futuro do que as próprias estrelas. E por mais brilhante que seja a pequena estrela, ela não chegara ao reino dos sonhos. Não há como chegar a um lugar inexistente, há? Não antes de seu futuro se transformar em passado, cada gota de passado se transformar em pó de estrela e a nossa estrela se converter em um planeta.

Porque somos assim. Tristes seres, feitos de passado e pó de estrela.

5 de novembro de 2012

Os cães


         Sempre tive problemas com cães. Desde pequeno, um cão poderia estar comendo, mas se eu passava parava só para correr atrás de mim...e Frank caldeira acha que seu treinamento é barra, mas bah!

            Aos cinco anos de idade, eu morava em um condomínio. Nunca vi aqueles malditos cães morderem um ladrão, mas tenho uma marca na perna até hoje. Até Poodles e Chiuauas em apavoravam. Sempre me perguntei se tinha cara de gato ou algo assim. Depois, aos 13 anos, mais uma mordida do cachorro do meu tio.

            E quando passava por pet shops? Parecia um tipo de ritual, todos os cães olhavam para mim e rosnavam. Sempre quis ter um cachorro, mas nenhum deles queria ter um Zé. A birra dos cães comigo também me impediu de entrar para a policia e para os bombeiros.

            Minha ultima namorada inclusive terminou comigo por que o cachorro dela não gostava de mim. Foi a gota d’agua, me revoltei.nada mais e mordidas ou rosnados. Fui no corpo de bombeiros, queria me inscrever. O Dálmata veio correndo até mim e me mordeu na perna.
            Mas não tive dúvidas, fiquei de quatro, rosnei e o mordi.... nunca mais ouvi cães latirem para mim.

2 de novembro de 2012

31 de outubro de 2012

Ruínas de Ilusão


Ruínas de Ilusão

Um ladrão, por que não? Eu já convivi com tipos piores, e eu mesma era um.  E se eu fui feita, em meus sonhos, uma princesa, por que um bandido não poderia ser feito um príncipe? Ou eu seria uma ladra de ilusões e uma princesa na vida? Não saberia dizer. Muito tempo atrás eu havia perdido a noção de vida e ilusão, com o roxo.
Mas hoje, durante o programa – ladra e prostituta acabam por ser a mesma coisa em cidades tão pobres quanto a minha – o faria meu príncipe, na esperança de não me derrubar de meu castelo de sonhos como homens que eu julgara mais nobres gostavam de fazer. Afinal, que mal havia em levar garotas com poucas cores de volta a sua realidade?
Passaríamos a noite conversando sobre os nomes que nossos nobres filhos teriam e sobre como nunca perderiam as cores. Sobre como eles herdariam todo o reino do borralho e da fuligem. Ou seria toda a fuligem e o borralho do reino? Eu não sabia. Eu nunca sabia.
Sobre como minha filha não teria de lutar com seus príncipes após a noite de núpcias. Sobre como nosso filho não teria de roubar prostitutas para viver. Falaríamos sobre tudo, da vida, da ilusão e da morte. Falaríamos sobre como nossos filhos não teriam de ser como nós.
Ou será que ele apenas riria de mim, com seus dentes amarelos – oh, amarelo -, e depois me roubaria a vida? Ou as ilusões? O dinheiro da noite, ou até quem sabe outra cor, como havia feito o príncipe branco? Será que tudo já teria ocorrido, e eu não sabia? Ou de fato ainda iria ocorrer? Será que a vida já estava passando e eu estava novamente envolta em ilusões? Eu não sabia. Eu nunca sabia.

28 de outubro de 2012

Domingo Legal

                                                Domingo Legal

           Essa crônica é verídica  e manterei ela o mais verídica possível, mas se aparecerem gnomos, não me venha perguntar se isso era verdade. Tudo começa num belo dia no curso de italiano. Mentira, nem o dia era lindo e nem o curso era de italiano, mas que seja, o que importa é que tava tocando molejão ao fundo e tinha um aluno novo na classe. Aula normal, apagadores e bolinhas de papel voam pela sala, e toca a sineta do intervalo.
       
            E então o menino, que vestia camisetas, calças e usava uma bolsa vermelha, me lembrando terrivelmente um absorvente usado gigante, me perguntou:

           - Hey, o nome da sua mãe é Marcia?

           Meu sangue gelou, meu coração parou de bater e respondi:

           - Nem é, brother, por que?

          Broxante, eu sei. Mas o que eu poso fazer? Sempre desejei um reencontro daqueles entre dois amigos de infância  regados a maconha e puta (Mentirinha, juro), mas minha mãe não se chamava Márcia  Briguei com ela, mas são as ironias dos cartórios da vida. Quatro meses se passaram, descobri que o nome dele era Raphael - Não sou a namorada dele, porra! -, Continuava tocando molejão e conversando em outro intervalo descobrimos que estudamos na mesma escola no primário e então veio o Flash, não esse, mas o da Dory, em procurando Nemo e arrisquei:

         - Cebolinha?

          Ok, não é exatamente uma palavra secreta, mas funcionou:

          - Sim!

          - Caramba, véi. Nós eramos melhores amigos!

          E dai você se pergunta como eu esqueci meu antigo melhor amigo, mas poxa, eu passei mais de um ano chamando ele de cebolinha, tenho culpa? E caramba, antigamente ele não parecia um absorvente usado gigante.

           - Sua mãe não chamar Marcia?

           - O nome dela é Hélia, cara.

           - Mas o resto eu lembro direitinho. Ela era professora, tinha uma ferrari azul - Era um fusca, mas é tudo meio parecido - E era morena.

           - Bem por ai

           E a Sineta tocou, é claro, para acabar com a nossa alegria, mas poxa, havia reencontrado o Cebolinha! E ele parecia um absorvente usado gigante!


25 de outubro de 2012

Preconceitos e cinema

                                       Preconceitos e cinema

           Cinema é um lugar muito democrático (Palavra híbrida, do brasileiro demo(diabo) e do grego kratos(poder), numa tradução livre poderia ficar algo como regime governamental dos infernos), onde podemos ver filmes de todos os gêneros, acompanhado de coca, ou ainda melhor, dolly citrus, e ainda que não tenha sanduíches de patê de sardinha, podemos, por um pouco a mais, usar aqueles óculos maneirinhos, certo? ERRADO!

          Cinema é, e sempre foi, um lugar de muito preconceito. Querem exemplos? Pois bem. Lembram do Edson? Bom, somos grandes amigos. Sempre fomos, ainda que pegasse mal andar com ele na escola (Ele tinha o tamanho da oitava série no terceiro ano, e achavam que eu estava andando com a pirralhada), crescemos amigos, e ele é uma das maiores vitimas do preconceito, por ser baixinho.

           Como? Eu explico. Sempre que uma criança quer comprar ingressos para um filme legendado, perguntam se ela tem certeza. Afinal, crianças são analfabetas, não é mesmo? O Triyon falaria umas boas para aqueles bilheteiros, falaria sim. No começo o Edson até costumava achar graça, sabe? Mas ele disse que com a repetição a coisa foi perdendo a graça, que sumiu totalmente quando ele completou 48 anos. Trágico.

           Snackbar é outro lugar mega perigoso. Sempre que vou lá, peço uma pipoca grande e um refri grande. E então a atendente me olha com cara de incrédula:

           - Só isso senhor?

           A vontade que da é responder que não, que como gordo tenho de comer três pacotes de pipoca e também a mãe dela (O que não seira má ideia, diga-se de passagem) mas sou um gordo educado... Infelizmente.

Posando de star #1



Foto original por Fabiola Fernandes
Letra por Barão Vermelho
Fotomontagem por mim.

Recados

            Bom, como está escrito no nome, esta não é uma crônica, mas sim uma postagem que visa dar alguns recados, destinada principalmente aos leitores mais fiéis do blog e outros que se interessem pela rotina de postagens, que será alterada. Bom, primeiramente, as crônicas vem sendo a um bom tempo o carro chefe do blog, postadas aos domingos e permanecerão assim(Todos chora, não voltarei a zoar comerciais). Por que? Bom, na verdade por que eu quero assim. E se isso é um motivo nobre, não sei o que é.

            Mas a novidade é que teremos mais dois dias de postagens, senhoras e senhores. Primeiramente, como é de conhecimento geral, sou o novo colunista do www.adecadenciadoanjo.com , para lá escrevo contos, ao invés de crônicas, contos estes que serão publicados aqui as quartas-feiras, com exatos 9 dias de atraso. Os objetivos são simples:

- Mostrar o tipo de conteúdo que rola na decay (São 9 colunistas, contando comigo)
- Aproveitar o conteúdo para ocupar um dia ocioso no blog
- Atrair leitores da decay para cá também.

            E, por fim, as sextas teremos cartões com trechos e música. Os trechos são exclusivos do Barão Vermelho, mas você pode enviar trechos de outras bandas para meu e-mail (meu_nome_meu_sobrenome@hotmail.com), deixando claro que eu nunca prometi que postaria os trechos, isso dependerá unica e exclusivamente da minha boa vontade.Por que? Por que o blog é meu,e no meu blog é assim que funciona.

           Agora, vamos aos agradecimentos. Bom, quando completei 4k de views, agradeci a todos os envolvidos que eram do meu conhecimento, por menos que seja o envolvimento, mas quando a crescente de visualizações, ficou inviável ficar postando toda vez que aumentasse 1k e agradecendo. Desta forma, decidi aproveitar o post para agradecer a todos vocês que estão lendo esse post, e em especial o Bruno Sofrô, que foi meu primeiro leitor, colaborou com postagens e me estimulou através do falecido blog dele. Valeu mesmo, Bruno, sem ti provavelmente eu não estaria mais aqui postando. E por fim...

          Agora vamos a parte mais chata, os pedidos. Bom, qualquer um que acompanha um vlog já deve saber o que vou pedir: Comentários  divulgação e que sigam o blog. Eu sei, que por vezes é chato ter de logar a conta do google apenas para comentar ou seguir, mas isso realmente da prazer, é recompensador. Ver que alguém deu +1, seguiu a fan page  ou divulgou o conteúdo de qualquer forma, também. Afinal, por mais que eu mande nessa porra, quando a gente escreve um vlog, escrevemos para alguém. DO contrario eu teria um diário, ou um twitter.

         Pois é, por enquanto é só isso. E não esqueçam, o primeiro cartão sai amanhã!

14 de outubro de 2012

Descobrindo o filhos da terra

                                 Descobrindo o filhos da terra

              "Pobre a vista", deve ter gritado alguns do cabos eleitorais de Fernando Haddad após o descobrimento do Jardim filhos da terra. Descobrimento, sim, me permito apelidar assim a primeira vez que este senhor vem na minha humilde residencia. Se Cabral possuía três navios, Haddad possui seu trio elétrico, e se o descobridor distribuía penas e espelhos, nosso ilustre candidato distribui cestas básicas  embaladas em promessas e em jinggles, ainda que não tão ofensivos quanto aquilo que Levi Fidelix chama, anos após ano, de campanha eleitoral.

               Mas ele estava la, fazendo campanha, em cima de seu trio elétrico, acompanhado do querido e amado Maluff, nosso "Homem novo", que possui em seu cabelo cinquenta tons de cinza. E eu fui vê-lo, é claro. Tentar descolar uma dentadura, quem sabe? Não que eu precise, mas sempre achei extremamente sexy dormir com a dentadura dentro de um copo com água, em cima do criado mudo. Coisas de Texugo, vocês meros humanos não entenderiam.

               Fui la, ver o Lagartão falar e falar, enquanto refletia o que leva a nós, paulistanos, eleger o ex ministro da educação, cujo um dos maiores eitos em sua gestão foi lançar o Enem como porta de entrada nas universidades federais e publicas através do SISU, o sistema impossivel de ser utilizado. Talvez a mesma coisa que nos fez eleger o Tiririca? Provavelmente é coisa de humanos, que um mero Texugo não é capaz de entender.

                O melhor é saber que a opção é o José Serra, que nem o nome do meu bairro deve saber. Talvez ele saiba metade, só sabe cumprir mandatos pela metade mesmo. Rir, chorar ou escrever a crônica mais fácil da minha vida? Acho que fico com a ultima opção, afinal, quando você finalmente entende a grande piada que é a politica, ser um Texugo é a unica coisa que faz sentido.

7 de outubro de 2012

Pizza Hut

         Ir a um restaurante que não da pikachus com luzinha nunca me pareceu uma boa ideia, mas após insistência, aceitei o convite do Rapha, e fomos ao pizza Hut.
         Logo na entrada nos deram um page. Ta, ele tinha luzinha, mas não parecia um pikachu, e eu teria de devolver. Um absurdo isso. Durante meia hora, tentei emular pokemon no page, mas foi em vão e finalmente pudemos entrar, e depois de um minuto fomos abordados para fazer o pedido.
         Infelizmente, ainda não desenvolvi super velocidade, de forma que mal havia aberto o cardápio e coube ao Rapha  pedir uma entrada e dois refrigerante. Diga-se de passagem, amei a gama de refrigerantes, tinha guaraná e pepsi.  DOIS refrigerantes, onde mais eu teria tantas opções?
         A entrada chegou em quinze minutos, e estava maravilhosa. Pena que o refrigerante só chegou quando já havíamos comido tudo, mas eu entendo, retirar o refrigerante da lata e colocar no copo deve dar um trabalhão...
         Com muita lábia, convenci uma garçonete a parar para anotar nosso pedido. Sério, tive de convencer mesmo, depois da terceira dizer "Espera que eu já volto". Elas nunca voltam, aposto que não ligam no dia seguinte! Pedimos a pizza, e demorou apenas 45 minutos para chegar. Considerando que demoraram 30 minutos com o refrigerante, achei rápido. Sério. Por que ninguém acredita em mim?
         A pizza estava boa... Ok, muito boa, mas eles são apelões, colocam bacon. Tudo fica bom com bacon... E convenhamos, por 60 reais tinha de estar boa mesmo. o Raphael comeu apenas meio pedaço... tem ideia de como isso me deixou triste? fui obrigado a comer os outros 7 pedaços e meio, quase chorando no prato... E então ele decidiu pedir um sunday. É claro que ele pediu um sunday.... E é claro que demoraram 25 minutos, colocar sorvete num copo é quase tão difícil quando colocar refrigerante.
         E então, o momento aguardado, chega o sunday. Sem colher. Sem colher. SEM COLHER. e toca mais meia hora para esperar a colher, enquanto cogito obrigar o Raphael a comer com a boca.
          Eu queria pedir a conta, mas a garçonete usou do seu treinamento ninja para evaporar após trazer a colher. Dançar can-can por sobre a mesa provou ser um método ineficaz de chamar a atenção, e dessa forma tramamos, eu, e o Rapha um plano simples de duas fases. Na primeira, eu pularia sobre a próxima atendente, na segunda, Rapha seguiria ela até que ela trouxesse a conta.
          E funcionou, senhores. Não esperei virem buscar a conta, indo entregar direto no caixa. O gerente teve a cara de pau de perguntar se era com ou sem serviço, mas desistiu de cobrar os 10% após ver minha cara de consternação.
          Uma dica? Se for ao Pizza Hut, leve uma arma de choque. Quem sabe assim você consiga alguma atenção das atendentes.

30 de setembro de 2012

Festa estranha, com gente esquisita

          A festas do Raphael são sempre legitimas festas duro. Ou não... Sei lá, nunca vi uma festa duro. Em todo caso, como eu dizia, são festas estranhas, afinal, quem já viu festa sem música? O primo cego do Rapha nunca  mas eu já, afinal, quem precisa de música quando há um cachorro latindo infernalmente a festa inteira?
          Eduardo e mônica não estavam lá, mas a adorável avó dele sim, que questionava de uma em uma hora:

          - Você é a namorada do Rapha?

          Enquanto ele negava e eu me perguntava qual de nós dois ficava mais ofendido.O primo mais novo dele também estava lá, e veio com aquela boca cheia de dentes me beijar, vejam vocês! Não é bom saber que você é confundido com uma mulher por diferentes gerações?
           E isso tudo em uma noite, regada a muito patê, que foi uma das condições do pai dele para realizar a festa, junto com café com leite e a chance de mostrar fotos antigas do Rapha e envergonha-lo perante os amigos, afinal, pai é para essas coisas, né?
          Depois do campeonato de arremesso de bolinha de papel na boca do aniversariante(Que foi extremamente acirrado e só acabou sem um vencedor por que uma das bolinhas de papel atingiu o bolo) e de uma discussão acalorada sobre prostitutas terem ou não um temperamento necessariamente explosivo(Tema apropriado para um aniversario de quinze anos, isso eu garanto), a festa encerrou e eu fui para casa, sozinho.
          Sim, por que todos os outros convidados eram parentes do aniversariante e dormiriam lá (E a expressão estranho no ninho nunca fez tanto sentido). Futuramente, eu voltaria lá para a festa de 16 anos, e a gentil senhora continuaria a questionar:

          -   Você é a namorada do Rapha?

23 de setembro de 2012

Nerds... Oh Wait

       Quarta-feira, noite chuvosa, o dia perfeito para ir assistir uma palestra sobre webcomics no centro... Só que ao contrario. Em todo caso, quem liga? Isso aqui não é minecraft para se temer uma noite chuvosa, certo? Errado.
       Depois de revisar a agenda a procura de pessoas que talvez topassem ir a palestra comigo, achei três nomes. Coincidentemente eram todos os 3 nomes presentes na agenda.  Meu xará Lucas, o Texugo, e o Bruno. Comecei pelo Lucas. Após discar os oitos dígitos, escuto a mensagem:

- Esse telefone foi alterado, favor inserir o nove na frente e discar novamente.

Santa operadora fanfarrona, batman! Disquei, agora os 9 números, e o irmão dele atendeu:

- Alô, quem gostaria?

- Aqui é o Lucas, tudo bem?

- Ah, Lucas, tudo sim!

- Seu irmão está?

- Ah... pensei que tava falando com ele... Não, ele foi acampar, quer deixar recado?

- Diz para ele que eu espero que um creeper vá visitar ele, sim?

- O que é um creeper?

- Só diga isso, obrigado.

        Mission Failed, dizia o narrador quando comecei a discar pro Texugo. Dessa vez disquei todos os 20 dígitos (Discagem Direta Planetária). Ele mesmo atendeu:

- Alô, Texugo, suave na nave?

- To em casa mesmo, mas to suave, e você?

- To bem. Ligando para te convidar para uma palestra de webcomics!

- Onde?

- Aqui na Terra, ué.

- Ta louco. Depois daquele porre de Dolly Citrus e dipirona, ia acabar batendo antes de chegar ai. Fica para a próxima.

- Beleza.

       Ah, Dolly Citrus... Solução e causa de todos os problemas.

       Última tentativa, ai vou eu:

- E ai Bruno, beleza? Ta afim de ir numa palestra de webcomics?

- Até queria, parça, mas combinei com meu amigo creeper de passar a noite jogando minecraft...

- Ta me zoando?

- Eu até queria, mas é verdade...

- Beleza, beleza! Que você e seu amiguinho se explodam.

- Pode ter certeza que até o final da noite vai acontecer, mas eu arranjo outro.

       E eu acabei indo sozinho mesmo. A Palestra foi ótima, e verdade seja dita, muitos dos poucos presentes estavam sozinhos... Nerds, oh wait.

16 de setembro de 2012

Loucos de Dolly Citrus

Dolly Citrus 3l, sanduíches de patê de sardinha, Uno e Maratona dos filmes de Transformers, esses foram os ingredientes usados pelo professor Utônio não, não era uma sessão masoquista, mas sim uma festa nerd.
Sim, nós queríamos Coca-cola e Doritos, mas só tinha isso na geladeira, e uns pirulitos de morfina, mas meu advogado mandou não mencionar isso. E se ele achar ruim que me processe! Não, pera...

De qualquer forma, começamos a noite jogando uno, valendo sanduíches de sardinha. Quem perdesse era obrigado a comer todas as apostas. Sim, somos cruéis, por isso pense duas vezes antes de roubar nosso tekitos, ou hackeamos aquela coisa que você chama de blog!

Em todo caso, depois de acabarmos com todos os sanduíches e vomitarmos nossos pâncreas, decidimos abrir a Dolly Citrus. Já disse que somos nerds e não masoquista, não insista nesse sonho louco! Continuando, cadê que conseguimos abrir a garrafa? Mas pudera, aquela garrafa estava guardada a gerações! Tentamos de tudo: Mão, camiseta, canivete, navalha, até que o texugo, com seus dentes de aço, vulgo aparelho, conseguiu abrir. E por isso devemos sempre ter um amigo texugo.

O Dolly Citrus, para quem não sabe, fica melhor com o tempo, tipo vinho, só que ao contrario. Estava tão ruim que resolvemos colocar 30 gotas de dipirona, para melhorar o gosto, e mandamos para dentro. E então veio o ponto alto da noite, Transformers, o melhor filme ruim que já vi.

Sério, ver dois robôs serem surrados por um outro, no meio de um deserto inexistente, com e Megan Fox e um ator que ninguém se importa olhando... nem eu conseguiria algo tão sem sentidos. Neste instante, Michael Bay manda um grande chupa para o Douglas Adams

Pois é, Transformers é tão ruim, e tem tão pouco sentido quanto esta crônica, mas compensa por ter a Megan Fox e robôs gigantes. Infelizmente, nenhum dos dois topou participar da crônica... paciência. Sempre teremos sanduíches de patê de sardinha e Dolly citrus.

15 de setembro de 2012

A decadência do anjo

Olá! Estamos de volta mais cedo do que o planejado! Por livre e espontânea pressão, é claro, da linda da Erica Prado, do blog http://adecadenciadoanjo.blogspot.com/ . Mas Texugo, o link do blog já está na barra lateral do blog, e você vai entulhar a publicação com publicidade? Vou sim! Achou ruim? Me processa. Não vou na audiência mesmo.
Em todo caso, como eu dizia, cá estamos para te apresentar uma chance única! O circo da cidade blog acima citado está contratando, sim! E o que você precisa para ser o escolhido? Apenas preencher os seguintes requisitos:

Saber recitar os versos "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles, num pão com gergelim" de trás para frente.
Me vencer no Street fighter
Completar a pokedex
Desarmar bombas relógios
E, é claro, ceder a alma ao blog

Ou você pode ignorar todas as besteiras que eu disse e ir ao que interessa:


INSCRIÇÕES PARA A DECADÊNCIA DO ANJO

Ficha do candidato:

Nome completo ou pseudónimo de escritor:
Idade:
Escolaridade (não vai contar pontos, só queremos saber):
Disponibilidade:
Estilo literário:
Nome da coluna em que pretende escrever (opcional):
E-mail para contato:
Um breve histórico sobre você:
Já publicou algo? Se sim, onde?

Há apenas dois pré-requisitos: 
- Seguir o blog A Decadência do Anjo e curtir a nossa página no Facebook;
- Ter disponibilidade de postar um texto por semana, ou dispor de textos suficientes em reserva para que sejam postados semanalmente.

Do texto:

O tema é livre; são permitidos todos os tipos de texto, contanto que sejam literáriosO texto literário é aquele que usa a linguagem literária, um tipo de linguagem que atende fins estéticos para suscitar o interesse do leitor. O autor de literatura procura as palavras adequadas para expressar as suas ideias de forma cuidada e segundo um certo critério de estilo, de acordo com o site conceito.deSão exemplos de textos literários: contos, crônicas, poesias e poemas. Também serão aceitos textos dissertativo-argumentativos, fábulas e artigos de opinião, mas não serão aceitos dicionários ou bulas de remédios por motivos óbvios.

O texto deve conter no máximo três páginas de word (fonte: Calibri, 11), um título, início, meio e fim. Mesmo o tema sendo livre, o autor deverá definir um para si e segui-lo até o final.


Ficha do texto:

Gênero literário:
Tema:
Titulo:
Pretende seguir o mesmo estilo de texto durante sua possível permanência no blog ou pretende variar?
Observação: o texto deverá ser inédito.


O regulamento:

As inscrições estarão abertas até o dia 06 de Outubro do corrente ano. São três semanas para se inscrever e, na semana seguinte, já pretendemos divulgar os resultados. Assim, será um mês de seleção e na semana seguinte os autores selecionados já estarão estreando em suas respectivas colunas. 

Você terá todo o direito de escolher sobre o que vai escrever e o que conterá em sua coluna. Cada autor terá um dia no blog. Por exemplo: Érica tem suas postagens às sextas, Lucas, aos sábados, Gilson aos domingos e João às sextas-feiras. Sobram então as segundas, as terças e as quintas, que serão os dias ocupados pelos autores selecionados. Mesmo que você não tenha disponibilidade em nenhum desses dias, há a opção de deixar a postagem pronta e então programá-la, assim o blogger a postará no dia certo automaticamente, mesmo que você não esteja online.

Dúvidas e inscrições deverão ser enviadas para adecadenciadoanjo@hotmail.com.


A parte legal:

Embora apenas TRÊS inscritos possam ser selecionados por enquanto, todos os textos serão postados no blog. Assim, seu trabalho será divulgado e até valorizado. Se você possuir um blog e quiser mandar o link dele para que seja divulgado no final da postagem, também é válido.
Para não causar um emaranhado de textos, cada dia será postado um e dessa forma todos terão direito a um espaço no nosso local. Não perca essa oportunidade!

9 de setembro de 2012

Quase Rockeira

        -  Quanto tempo! - Ela me disse ao atravessar a rua correndo.

        Eu à abracei enquanto meu cérebro trabalhava, furiosamente, para descobrir quem era ela, sem sucesso algum.

        - E ai, lembra de mim? - Eu não fazia ideia do que dizer, e ela resolveu se apiedar de mim.

        - A Alice, lembra? Sua ex-namorada! - Eu só tive uma namorada chamada Alice e, decididamente, não era ela. Minha Alice costumava usar micro-roupas, jamais usava fones de ouvido ao contrario desta moça que se auto-intitulava Alice, mas trajava calças compridas, uma camiseta até o umbigo e usava fones de ouvido. Mas observando bem... não lembro mais do rosto dela, mas o tamanho do peito de da bunda batiam... Numa exclamação de espanto, soltei:

         - Você mudou!

         Ela ficou visivelmente feliz com aquilo, considerava um elogio, e começou a tagarelar, feito a Alice:

         - Mudei sim! Me tornei rockeira, olha! Curtiu minha camiseta do Olodum Slipknot? Agora meu guarda roupa só tem roupas pretas, e passei a usar fones!

         - Nossa Alice - Disse, ainda em choque - Nem sei o que dizer. Quer ir tomar uma Big Apple, para por o papo em dia?

         Ela riu de mim, e respondeu:

         - Pode ser cerveja?

         Apenas balancei a cabeça. Eu nem acreditava, ela havia mudado mesmo e finalmente poderíamos conversar sobre música de verdade, e não aqueles funks que ela curtia.

          - Mas diz ai Alice, o que você esta escutando atualmente?

          - Bom, na verdade eu continuo escutando as mesmas bandas, sabe? Apesar de ser rockeira...

          Aquilo me doeu na alma. Tomamos a cerveja, peguei o telefone dela e jurei ligar no dia seguinte. Nunca liguei. Ela era uma rockeira quase completa, só faltava escutar rock.

6 de setembro de 2012

Resenha O Morro Dos Ventos Uivantes.

Resenha O Morro Dos Ventos Uivantes.

Autor: Emily Bronte.
Editora: Lua de Papel.
Numero de páginas: 292.

             Eu ganhei esse livro há um ou dois anos (minha mente para datas é um terror) de alguém que eu amei muito, então por isso sempre fiquei pensando se eu amei a história mesmo ou por ter ganhado dessa pessoa que amei, já que a maioria das pessoas que conheço (ou li a respeito) não gosta do livro, mas particularmente eu acho isso uma asneira (particularmente como disse, gosto é gosto e cada um tem o seu com todo o direito).
             Tudo começa na fazendo que se chama Morro dos Ventos Uivantes, o proprietário tem dois filhos, um deles sendo Catherine, quando volta de uma de suas viagens trás Heathcliff com ele.                
Hindley (irmão de Catherine) detesta dês do começo Heathcliff há quem o pai adora, mas Cathy não é uma garota muito meiga e boazinha.
              Ela e Heathcliff crescem amigos e acaba sendo formado um grande amor entre eles, mas Cathy liga muito para aparências e depois que seu pai morre Hindley deixa claro que Heathcliff não é bem vindo colocando-o assim abaixo deles.
               Quando Cathy conhece Edgar Linton vê que ele é o homem com quem deve se casar, assim terá estruturas e um nome e enquanto ela passa tempo com ele Heathcliff fica mais e mais enciumado.
               Até que um dia ele ouve uma conversa de Cathy pela metade e entende que ela nunca poderia amá-lo já que ele não tem o que oferecer a ela e assim some da fazendo.
               Catherine se casa com Edgar e passado alguns anos Heathcliff volta para a cidade, mas como um homem rico e volta a morar na fazenda de Hindley que agora é um bêbado inútil.
               Agora eu não vou estragar a leitura de vocês contando o que acontece depois, porque é muita coisa! Digamos que amor e mágoa são coisas terríveis quando se juntam.
               Eu acho lindo o amor deles, pois não importa eles terem feitos coisas horríveis, é como diz no livro Crepúsculo, a coisa de bonita que eles tem, o que salva eles é esse amor.
               Imagino que algumas pessoas tenham achado o livro ruim, pois ele é intenso, não é o que se está acostumado, mas é encantador, compreende a alma das pessoas.
               Nem sempre você será bom, e quando se ama não fica se analisando se está fazendo o certo ou o errado, é só sentimentos e lidando com sentimentos muitas vezes se acaba fazendo coisas horríveis e é isso que o livro mostra, como as pessoas podem não ser agradáveis, podem ser difíceis e egoístas e mesmo assim ter um sentimento tão bom e poderoso quanto o amor.
               Sei que alguns aqui vão querer me matar, mas acho esse livro muito mais interessante que Romeu e Julieta, pois não trata de pessoas ilusórias que sempre farão o bem e te fazem apaixona pelos personagens, mas sim de personagens reais dos quais muitas vezes você não vai gosta, mas mesmo assim vai torcer por eles.
               Uma curiosidade: até hoje não achei uma adaptação boa desse filme para o cinema, todas foram uma decepção.

 -- Postagem proveniente do mais novo parceiro do Insensato teclado, o http://www.some-fantastic-books.com/ . Curtiu? da uma passada lá, além das críticas literárias vira e mexe esta rolando promoção...

1 de setembro de 2012

A benção da ignorância

          Meu Tio Mario, já falecido e do qual guardo poucas lembranças, era alérgico a corantes e por isto, tinha inúmeras restrições alimentares, dentre elas  estava a de tomar apenas iogurte de coco ou então natural. O problema é que ele não gostava de iogurte natural, e nunca informou minha tia disto.
           Ela sempre trazia ambos os "sabores", para que ele pudesse ter uma variedade considerável... E ele jogava os naturais fora. Por quê? Bom, ele era português, e isso explica o problema. Mas um dia, é claro, minha tia descobriu o ocorrido. Ele jogou os iogurtes fora no mesmo dia que ela comprou, no lixo da cozinha... eu já disse que ele era português?
           Pois bem.. reclama daqui, reclama de lá, reclama mais um pouco, e depois da bronca toda, minha tia pergunta:

           - Mas Mario, por que você não gosta do iogurte natural?

           - Oh Cida, ele tem gosto de Leite Azedo.

           - Talvez por que seja feito com leite azedo?- Disse minha tia, entre risadas.

           Meu tio ficou tão bravo, que vocês nem imaginam e tomou uma decisão surpreendente:

          - Ora pois! Também não tomo mais iogurte! Como você me deixa andar por ai tomando leite azedo? Vá me preparar uma coalhada!

         E lá se foi minha tia, rindo mais ainda, para preparar a coalhada e , como já dizia meu avô: Quanto menos do passado de uma mulher e da cozinha de um restaurante você souber, melhor será a comida.

Não entendeu? clica aqui:

26 de agosto de 2012

Última hora

            Brasileiro tem, algumas, características que são inerentes a eles: odeiam argentinos, gostam de dizer que políticos são corruptos, se orgulham de também serem corruptos e... Deixam tudo para a ultima hora!
            Ah ,sim deixam tudo para a ultima hora, Inclusive eu estou escrevendo esta postagem ao meio dia de hoje... Pois é, sou brasileiro também, infelizmente...
             Em todo caso, o causo que aqui narro aconteceu durante a bienal do Livro. Eu já havia comprado meus livros no primeiro final de semana, mas decidi ir novamente...  Para que.
             Dizem as pesquisas que apenas 30% dos Brasileiros são alfabetizados, e eu garanto que estavam todos lá... Seis horas, fui sair acompanhado do meu amigo Lucas, e como somos pobri, entramos na fila para o transporte gratuito até o terminal tietê. Na nossa frente uma mulher super agradável, só que não.
             Enquanto conversavamos sobre as minhas aquisições, a doce senhora tagarelava sobre a péssima organização da bienal, e sobre como se arrependeu de ter ido. Aquilo me indignou bastante, mas graças a minha mãe sou um menino educado, que não me meto na conversa dos outros... pena que eu não possa dizer o mesmo da mãe dela.
              Papo vai, papo vem, eu e meu amigo Lucas nos lamentamos da enorme fila para o transporte, apesar de ter bastante ônibus - no outro sábado a fila simplesmente inexistia, e eles se acumulavam - as pessoas estavam em número maior, e acabei por soltar a seguinte frase:
           
               - ...O problema é que brasileiro deixa tudo para a última hora...
           
               Pois a senhora tomou as dores, e educadamente (Só que ao contrário) respondeu, sem olhar para mim:
           
                - O problema é que no outro final de semana era dia dos pais, e eu tinha de comprar o presente.
           
             A Bienal ja estava em seu oitavo dia, e eu poderia escrever uma tese de mestrado sobre os motivos da afirmação dela ser leviana, porém resolvi me calar. Obrigado novamente mãe, por me ensinar a não arranjar brigas de mão com velhinhas na bienal, te devo essa!
            Eu ia destilar todo meu veneno para o Lucas, após nos afastarmos dela dentro do ônibus, porque sou desses, porém a frase dele definiu tão bem o que eu queria dizer que resolvi me calar e inserir-la aqui:
         
            - E por que mesmo que ela deixou para comprar o presente de dia dos pais bem no domingo?

             Brasileiro, eita povo que me da orgulho (L)

14 de agosto de 2012

Casamento

          Os homens mentem. O tempo todo, mentem mesmo, pra caramba! A unica hora que os homens não mentem e quando dizem que mentem! Mas oras bolas, muitas vezes as mentiras são necessárias! Por exemplo, no dia em que quase me casei, foi estritamente necessária!
          Não resolveu o meu prolema, e acabei tendo de desistir do casamento e voltar a despedida de solteiro, mas eu tentei salvar meu casamento começando com uma mentira (Vocês sabem, se deve manter as cosias como começamos ela), mas infelizmente minha noiva não acreditou. Aquele dia foi muito corrido. Despedida de solteiro e casamento no mesmo dia não é para qualquer um, né?
           E pode acontecer de você, na pressa de tirar as manchas de batom do seu terno, acabar batendo em um canteiro de espinhos no meio da zona verde e perder os anéis do casamento, né? Afinal, se acontece até com o porco-espinho mais rapido do mundo, por que não pode acontecer comigo?
           Mas é claro que ela não acreditaria. Eu precisava inventar uma desculpa convincente para ela, e inventei. Não exatamente convincente, mas uma desculpa. Eu dei bobeira. Cai na besteira de dizer que fui atacado por samurais intergaláticos que acreditavam que as alianças eram seus Deuses.
            Na época, me parecia uma boa desculpa, mas hoje, com a idade, percebi que cometi um grande erro. Eu jamais deveria ter falado isso, da onde tirei samurais intergaláticos, céus. Samurais são seres honrados, que jamais me assaltariam... eu devia ter dito Ninjas!

12 de agosto de 2012

O Dreamcast que miava.

              Eu, como não tinha videogame em casa, costumava ir até a casa do meu tio para jogar. E eu passava lá o maior tempo possível, e com o tempo acabei ganhando uma chave da casa. Isso facilitava muito minha vida, por que a casa costumava ficar vazia durante o dia, e agora eu poderia jogar da mesma forma.Tudo corria absolutamente bem até o dia que encontrei um Dreamcast lá.
              Eu nunca tinha visto um Dreamcast na vida, mas qual o segredo? Peguei um jogo e cloquei para rodar.  Ô ideia infeliz. Meu tio tinha uma cachorra, que viva solta pela casa, e como o titulo entrega, o Dreamcast miava... E miou, e a cachorra disparou e antes que eu pudesse fazer algo, la estava estraçalhado o Dreamcast novo do meu tio.
              Meu tio decidiu então comprar um playstation, e ele não miaava... mais latia. De fato, o cachorro não tentou abocanhar o playstation, mas ficou muito amigo dele.  E, a tarde toda fiquei jogando, com o Playstation latindo e o cachorro, animado, respondendo.

5 de agosto de 2012

O espetacular Homem-aranha (Contém Spoiler)

          Filme do homem-aranha, crianças chorando na fila para entrar na sala, nerds chorando de desgosto ao sair e eu na maior expectativas para finalmente poder comer meu doritos em paz. Cinema é o único lugar que ninguém pede doritos...
          Enfim, entrei na sala. E não vou contar o filme, por que não tenho paciência, mas sabe aquela cena, cheia de amor, em que Peter chama a Gwen para sair? Pois é, eu um babaca grita:

          - Chama ela para ir ver o batman!

          E eu diria que a piada havia sido genial, se eu ele não tivesse apanhado a própria irmã. Mas o melhor de tudo ainda estava por vir: Faltando, em média 30  minutos para o final do filme, adentram a sala nada menos que dez adolescentes. Será que vai dar merda? É claro que vai dar marshmallow flor do arco-iris.
         E advinha onde eles se sentaram? Quem acertar ganha um doce e muito amor.E quem disse em volta de mim acertou. (doces e amor devem ser cobrados no e-mail negaocheiodeamor@docinhos.com.br) Enquanto eles se organizavam eu ficava pensando se eu devia prestar mais atenção nos erros do filme ou na guerra de pipoca do meu lado.
         Optei pelo filme, mas adivinha? Um deles, na fileira de baixo, decidiu chamar um da de cima, e eles se curvou na minha frente para conversar na porra do cinema. Não tive duvidas, pressionei as costas dele para baixo para continuar a ver o filme. Esperava uma briga, mas nem veio.
         E eles ainda saíram do cinema faltando uns 10 minutos antes do final. Merecem ser amados mesmo assim? Não!


17 de junho de 2012

Ausencia

Queria aqui, explicar que não postei nas duas semanas anteriores, por questão de força maior. Tive minha conta do google hackeada, por algum nerd tetudo infeliz (e disso eu entendo!) e tive de passar as duas semanas tentando reaver a conta. EU explicaria na semana passada,, porém como tive de aprontar três postagens acumuladas não houve tempo. Conto com a compreensão de vocês e com a morte do infeliz. Att

A roupa, o shopping , a Flávia e a vaga.

A roupa, o shopping , a Flávia e a vaga. Flavia: T I P O....... Eu voltei! Voltei para contar uma coisa engraçada. Leitor Rabugento: Engraçada? Você caiu da escada da penha e ficou aleijada? Flavia: Não. Leitor Rabugento: Caiu da escada rolante do shopping? Flavia: Não... Mas como sabe que eu fui ao shopping? Leitor Rabugento: Você escreveu isso no título da postagem, anta. Flavia: Ah! É mesmo (anotação para mim mesma: trocar o título da postagem por quê caso contrário, vão achar que eu sou burra.) Voltando.... Leitor Rabugento: Você caiu da escada do.... Flavia: Eu não caí de escada nenhuma, seu idiota! Então....? Flavia: Fui no Shopping. Leitor Rabugento: Porra. Isso daqui não é twitter. E se fosse, também grande merda porque você não é famosa! Flavia: E aí? Leitor Rabugento: E aí o que? Flavia: Vai continuar lendo? Leitor Rabugento: Até carregar vídeo do youtube, sim! Flavia: Bom.... Foi ao shopping e parei na vaga pra deficiente. Leitor Rabugento: Mental? Flavia: Não! Físico. Leitor Rabugento: Ham.... Flavia: Foram só 5 minutos. Leitor Rabugento: Hum Flavia: Vi uma roupa, que não servia e fiquei tentando passar vaselina com a Vicci no provador. Depois que um vendedor entrou para ajudar e eu vi o corpo dele, queria ficar pelada, mas a Vicci não deixou. Quando voltei pra vaga, lá estava aquele garoto estranho saindo de um fusca. Peguei o carro e fui embora Leitor Rabugento: Hum. Flavia: Hei! Se você não gosta das minhas postagens, porque lê? Leitor Rabugento: Experimenta me tirar delas pra ver como perdem o sentido Post feio pelo Raphael Preto, do blog http://www.inclusaoecia.blogspot.com.br/

10 de junho de 2012

Supermercados da vida

Apesar de todos os problemas e a desvalorização da profissão, eu gostava de dar aulas. E hoje, aposentada, são raros meus momentos de diversão, mas não posso negar que são muito bons. Outro dia mesmo, indo fazer comprar percebi que um dos empacotadores era meu ex aluno, daqueles bem peraltas, e decidi lhe pregar uma peça.

Enquanto fazia as compras, decidi que iria atrapalhar ele, assim como costumava me atrapalhar. Após colocar todas as compras no carrinho, procurei o caixa dele e comecei a passar os produtos. Geralmente eu ajudo o empacotador, mas nesse caso fiquei de braços cruzados.

Quando ele começou a empacotar as coisas, comecei a brincar. Tirava coisa de sacolas, mandava trocar a votar a trocar. Ele me olhava assustado e então me revelei:

- Você foi meu aluno, lembra? Era uma verdadeira benção, adorava me ajudar. Roubava meu giz, apagando a lousa enquanto eu passava matéria, brincando durante as explicações... então estou te ajudando também, ué. É bom, não é?

Ele me pediu desculpas, terminou de empacotar as coisas e fui embora. Só não foi mais divertido do que quando fui ao médico